A parada cardiorrespiratória acontece quando há uma interrupção do aparelho cardiovascular e respiratório simultaneamente, gerando na pessoa a perda da consciência. É fruto de condições crônicas como doenças coronarianas, diabetes, câncer, asma, obesidade e outras que afetam nosso sistema imunológico.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), complicações cardiovasculares foram responsáveis por cerca de 362 mil óbitos em 2016, o equivalente a 700 casos de paradas cardiorrespiratórias no Brasil por dia.

Primeiros socorros

Assim que constatado um caso de parada cardiorrespiratória, é essencial solicitar assistência médica e iniciar as manobras de reanimação ou ressuscitação cardiovascular (RCP) o mais rápido possível. Essa manobra tem como objetivo restabelecer o funcionamento do coração e do pulmão, garantindo a oxigenação do organismo e evitando lesões em tecidos, órgãos e, principalmente, lesão cerebral.

Para que seja eficaz, a manobra deve ser realizada com uma frequência de 100 a 120 compressões por minuto. A capacitação não deve ser apenas dos profissionais de saúde — a população leiga também deve ser orientada para identificar e atender casos de parada cardiorrespiratória.

Sequelas da parada cardiorrespiratória

A principal sequela são as lesões cerebrais, pelo fato de o cérebro não suportar a falta de oxigenação (hipóxia) acima de cinco minutos. A partir desse momento, o paciente poderá apresentar lesões sérias, até mesmo irreversíveis. A partir de dez minutos de falta de oxigenação, pode ocorrer morte cerebral.

É fundamental que o paciente seja monitorado após sofrer uma parada cardiorrespiratória para avaliar o quadro e receber o melhor tratamento possível.

Saiba mais sobre saúde cardiovascular

Tire suas dúvidas com o Dr. Flávio Gouvêa, cirurgião cardiovascular, em Muriaé, Juiz de Fora e Rio de Janeiro.

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